Por dentro da economia
por O Caxiense | 09/01/2010 às 15:07
PROPOSTA DIFERENCIADA |
A partir de quarta-feira, 13, o Moinho da Estação, já tradicional região de entretenimento da cidade, ganhará proposta inédita com a inauguração do Boteco 13, iniciativa do economista Paulo Berzaghi. Inspirada nos tradicionais botequins cariocas, a casa consolida um sonho de família, que era de ampliar o Bar 13, localizado na Avenida Júlio de Castilhos, e dirigido há 28 anos por Valmor Berzaghi, pai do empreendedor.
Inspiração carioca | O projeto do Boteco 13 é assinado pela arquiteta Jéssica de Carli, neta de Sadi De Carli, fundador do Bar 13 em 1967. Ela buscou inspiração nos botecos do bairro da Lapa, berço da boemia fluminense, onde a arquitetura portuguesa serve de referência para a ambientação. O espaço de 300 metros quadrados terá mezanino, palco para shows, deck para exposições e televisores para o acompanhamento dos eventos esportivos. Os shows serão todos em ritmos de samba, bossa nova, chorinho e MPB. No cardápio haverá filés, aipim frito, bolinhos de bacalhau e de camarão, picadinho carioca e caldo de feijão, dentre outras variedades gastronômicas. O local funcionará de segunda a sexta, a partir das 17h, e sábados, domingos e feriados, a partir das 15h.
INVESTIMENTO LÁ FORA |
A Neobus, encarroçadora de ônibus de Caxias do Sul, deve anunciar ainda este mês a abertura de segunda unidade de produção no Brasil. A finalização das negociações iniciadas em outubro passado com a Prefeitura de Três Rios, no Rio de Janeiro, depende apenas de detalhes em análise pelo governo do Estado. Além dos incentivos públicos, pesa na decisão a questão logística, pois a empresa caxiense tem cerca de 40% de suas vendas concentradas no Rio de Janeiro e estados próximos.
Política agressiva | De acordo com o secretário de Indústria, Comércio e Trabalho, Júlio César Rezende de Freitas, Três Rios é cortado pelas rodovias federais 040, 101 e 393, que ligam o Rio de Janeiro a Minas Gerais e São Paulo. Tem população de 90 mil habitantes e vocação no segmento metal-mecânico. No passado abrigou a Santa Matilde, empresa focada no segmento ferroviário e que empregou mais de 4,5 mil trabalhadores. Desde 2005, o município desenvolve política de atração de novos investimentos. Nos últimos quatro anos, 71 empresas, de diferentes segmentos, abriram produção em Três Rios. Estratégia a ser pensada pelas autoridades de Caxias do Sul.
RENDA EM ALTA |
A renda per capita do caxiense aumentou 17,7% no ano de 2007 sobre o anterior, atingindo a cifra de R$ 24.589, a 27ª no ranking do Rio Grande do Sul. A maior renda per capita do Estado pertence ao município de Triunfo, com R$ 196.266, e a média estadual é de R$ 16.689. Já o Produto Interno Bruto (PIB) de Caxias do Sul totalizou R$ 9,8 bilhões, alta de 14%. Com participação de 5,56%, é o terceiro maior no estado, mesma posição do ano anterior, atrás de Porto Alegre e Canoas. O PIB estadual evoluiu para R$ 176,6 bilhões, acréscimo de 12,6%, abaixo dos 14% de Caxias. Na montagem do PIB o principal indicador é o Valor Adicionado Bruto (VAB), soma dos valores pagos na atividade econômica, menos aqueles destinados à compra dos insumos. Contabilmente, algo similar ao lucro bruto de uma companhia. Em Caxias, o VAB de 2007 foi de R$ 8,4 bilhões, aumento de 14% na comparação com 2006. O do Estado chegou a R$ 153,7 bilhões, em alta de 13,3%. Os dados são da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (FEE).
Alta dos serviços |
Na composição do VAB total da cidade a maior participação é do setor de serviços e comércio, com 57,5%, quase dois pontos acima do que representou em 2006. Já a da indústria caiu 1,5 ponto para 40,7%. Ambos, no entanto, tiveram crescimento nominal respectivo de 17,7% e 10,6% diante dos dados de 2006. O VAB do comércio de Caxias é o terceiro maior do Estado, atrás de Porto Alegre e Canoas, mesma posição de 2006. Já o da indústria subiu do terceiro para o segundo, superando Triunfo, ficando atrás de Porto Alegre.
Agropecuária em declínio |
Preocupante é a situação da agropecuária. O VAB de 2007 recuou 5% na comparação com o ano anterior, para R$ 143 milhões. Com isto, a cidade caiu da terceira para a sexta posição no ranking estadual, agora liderado por Palmeira das Missões. No indicador local a participação cedeu de 2,05% para 1,7%. Situação que merece atenção especial por parte das lideranças do setor.
Ano negativo | A FEE também divulgou os resultados preliminares sobre o desempenho da economia gaúcha em 2009. O PIB estadual registrou desempenho negativo de 0,8%, o segundo na década, atingindo o valor de R$ 203 bilhões. O PIB per capita apresentou redução de 1,6%, atingindo o valor de R$ 18,8 mil. O VAB total da agropecuária cresceu 1,2%, com destaque para a produção leiteira na ordem de 10,3%, e o de serviços, 0,9%. A indústria teve recuo de 5,3%, resultado, principalmente, da redução de 9,3% nos segmentos de transformação. Por conta deste desempenho, a participação gaúcha na economia nacional deve cair ainda mais. A estimativa é de ficar em 6,37% contra 6,42% do ano de 2008. Em 2003 a representatividade era de 7,33%. Tomando por base a recuperação econômica iniciada no final de 2009, os técnicos projetam desempenho vigoroso para o Estado em 2010, com destaque para a indústria de transformação. Também é esperada forte recuperação adicional da agropecuária.
COMBUSTÍVEIS |
O preço médio da gasolina pago pelos gaúchos em dezembro foi 3% inferior à média nacional. Levantamento realizado pela Ticket Car aponta valor de R$ 2,631 no Rio Grande do Sul e de R$ 2,707 no Brasil. Já em relação ao álcool a situação se inverte. Aqui se paga 7% mais do que a média nacional: R$ 2,063 diante de R$ 1,929. Desta forma, considerando a autonomia do veículo e a diferença de preço entre os combustíveis de apenas 22%, não compensa ao consumidor gaúcho abastecer com álcool. De agosto a dezembro o preço do álcool subiu 21% no mercado nacional.
Mais aumento | Os postos de combustível devem trabalhar já a partir deste final de semana com nova tabela de preços. Os valores médios até agora praticados devem ser adicionados em cerca de R$ 0,18, elevação de 7% na gasolina e de 8,5% no álcool. Isto que o governo e a Petrobras garantiam que não haveria reajustes em 2010.
Mudanças na Caixa |
O preço médio da gasolina pago pelos gaúchos em dezembro foi 3% inferior à média nacional. Levantamento realizado pela Ticket Car aponta valor de R$ 2,631 no Rio Grande do Sul e de R$ 2,707 no Brasil. Já em relação ao álcool a situação se inverte. Aqui se paga 7% mais do que a média nacional: R$ 2,063 diante de R$ 1,929. Desta forma, considerando a autonomia do veículo e a diferença de preço entre os combustíveis de apenas 22%, não compensa ao consumidor gaúcho abastecer com álcool. De agosto a dezembro o preço do álcool subiu 21% no mercado nacional.
CURTAS |
O ano começou com mudanças na estrutura de comunicação de instituições da cidade. A jornalista Bibiana Ribeiro Mendes assumiu a assessoria de imprensa do Sindicato do Comércio Varejista de Caxias do Sul. Já Rogério Aver Pizzolatto é o novo responsável pela área de comunicação da unidade local das Faculdades de Tecnologia – Ftec.
A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul oferece várias opções de cursos de qualificação para janeiro e fevereiro. São 68 títulos, alguns inéditos, em diferentes áreas. Os cursos de férias têm desconto de 20% e o pagamento pode ser feito em três parcelas. A entidade também oferece cursos in company, realizados nas próprias instalações ou no local desejado pela empresa. São programações dirigidas e formatadas para atender às necessidades da organização.
(da versão impressa)
















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