Todas as culturas cabem nos Pavilhões
por O Caxiense | 17/02/2010 às 20:26
Integração e diversidade são as principais estratégias para encantar o público
Nem só de cachos e vinhos é feita a Festa da Uva. As atividades culturais são o tempero principal do evento para atrair e, principalmente, manter os turistas circulando pelos Pavilhões. Com mais variedade do que as uvas expostas pelos corredores, há diversão para todos os gostos e idades.
Alardeada como a Festa com maior número de atrações da história, esta edição terá em torno de 3 mil artistas distribuídos em 941 apresentações, divididas em espetáculos de dança, tanto tradicionalistas quanto típicas de países europeus, como Itália e Polônia, shows de bandas locais, grandes apresentações musicais de artistas reconhecidos nacionalmente e esquetes teatrais.
De acordo com o secretário municipal de Cultura e diretor de Cultura da Festa, Antonio Feldmann, a interatividade é o principal meio de conquistar o público. Para tanto, o teatro tomará conta do Parque de Eventos. Logo na entrada, a Companhia Uerê fará jus ao nome da primeira estação dos Pavilhões: a do Abraço. Os componentes estarão recepcionando carinhosamente os visitantes.
Quem vai dar as caras por lá também é o grupo Tem Gente Teatrando, coordenado pela atriz Zica Stockman. Atores estarão interagindo e improvisando com os turistas. Mais quatro artistas foram escalados pela Foco 3 Eventos, caracterizados como moradores locais da época da chegada do trem a Caxias, 100 anos atrás.
O ator Davi de Souza se dividirá em três para atender a demanda teatreira da Festa. Como diretor, apresentará o espetáculo Não é sempre a mesma história – O fabuloso encontro entre o mui valoroso Don Quixote de La Mancha e a Chapeuzinho Vermelho, com os atores Grasiela Müller e Everton Pradella vivendo Chapeuzinho Vermelho e Don Quixote de La Mancha. O fidalgo chega nos Pavilhões em busca de seu fiel companheiro Sancho Pança e seu cavalo Rocinante e encontra uma perdida Chapeuzinho, mas percebe que ela não tem o coração cheio de bondade como no conto de fadas.
Com a trupe dos Médicos do Sorriso, da qual é líder e idealizador, Davi se veste de palhaço para representar as mesmas esquetes que costumam realizar no Hospital da Unimed, onde animam pacientes adultos com piadas e canções. Uma das mais pedidas nos corredores hospitalares com certeza agradará ao tradicional público da Festa: Mérica, Mérica.
A terceira face do ator é travestida de Dona Bastiana, sua conhecida personagem que, no Museu do Comércio, localizado nas Réplicas, levará o público às gargalhadas enquanto acolhe os visitantes e ajuda a resgatar partes da história caxiense.
Os músicos locais também terão uma grande espaço, demonstrando na prática a diversidade cultural característica da atualidade. Com a capacidade de agradar gregos, troianos, italianos ou qualquer outra etnia que se faça presente, os shows abrangerão desde ritmos tradicionais, como música típica e nativista, até aqueles considerados mais distantes do público cativo da Festa.
Um dos exemplos é a noite da quarta-feira, 3 de março, com a Estação da Música dedicada exclusivamente ao heavy metal e suas vertentes. A intitulada Noite do Metal abrigará bandas da região que tocam o ritmo pesado.
A Estação da Música, localizada no recém inaugurado Espaço Multicultural, será formada por um palco principal e um auxiliar. No menor, as atrações farão referência ao show do palco maior. “No dia em que se apresenta um cantor sertanejo, por exemplo, o palco auxiliar terá apresentações de cantores e grupos sertanejos de Caxias. As pessoas que estiverem aguardando o show nacional terão a oportunidade de conhecer um pouco mais os nossos grupos”, explica Feldmann.
O palco principal será ocupado por atrações nacionais, integrando diversos públicos. A primeira grande atração será no primeiro sábado da Festa: o pagodeiro Alexandre Pires, vocalista do extinto grupo Só Pra Contrariar. Seguindo o rastro, virão mais dez nomes, como Jota Quest, Leonardo e Roupa Nova. Os shows nacionais ocorrerão sempre às 22h, de quinta a domingo.
Atores vão receber os visitantes no parque de exposições, que terá 941 apresentações em 18 dias, reunindo 3 mil artistas
Corais com músicas típicas percorrerão as estações. Grupos de danças folclóricas bailarão pelos Pavilhões. O Coral Municipal de Caxias do Sul apresentará o espetáculo Celebration, que abraça os espectadores em uma viagem no tempo, comemorando a alegria de viver com músicas dos anos 50 a 70. Outra atração tem característica circense: os artistas coloridos do Tholl – Imagem e Sonho, que se apresentam com acrobacias, malabares, monociclos e figurino impecável.
De acordo com o diretor do Departamento de Arte e Cultura Popular da Secretaria Municipal de Cultura, Elvino Santos, há diferentes motivos para a escolha das atrações. Os shows de maior investimento, os nacionais, são definidos para contemplar a maioria da população. “No início, são escolhidos 150 nomes e depois vamos reduzindo até chegar ao número final”, explica Santos. Os shows locais também apelam para a variedade, mas com o diferencial da criação de fomento. Como são diversos artistas de diferentes partes da cidade, eles atraem público variado e geram uma circulação maior nos Pavilhões. “O objetivo é ter todo mundo dentro da festa.”
Uma das atividades de preparação para a Festa é a distribuição de 20 mil CDs da dupla de sertanejo universitário Cesar Menotti & Fabiano em diversos pontos da cidade, como postos de gasolina e lojas, além de pessoas entregando o material na rua mesmo. Tudo para o público chegar afinado no show da dupla, que irá gravar um DVD ao vivo nos Pavilhões.
Com um repertório de atrações tão amplo, a Festa da Uva está preparada para agradar os visitantes durante seus 18 dias. Não deixará ninguém voltar para casa de olhos e ouvidos vazios.
Foto: Arte circense fará parte da programação da Festa | Crédito: Divulgação/ O Caxiense
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Comentários
17 de February de 2010 às 17:22
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18 de February de 2010 às 08:57
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23 de February de 2010 às 12:15
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