COMENTÁRIO: Mérito tático da Holanda
por O Caxiense | 02/07/2010 às 8:05
A culpa não foi de Felipe Melo, expulso no segundo tempo, deixando o Brasil sem meio-campo. Nem das ausências de Elano e Ramires – o primeiro foi o diferencial na fase classificatória e o segundo, o destaque na vitória do Brasil sobre o Chile. Foi o somatório de erros do Brasil – como o gol bobo de empate quando o goleiro Júlio César chocou-se com Felipe Melo – que impediu a Seleção Brasileira de avançar na Copa do Mundo 2010. Com atuações distintas em cada tempo, levou vantagem a Holanda de Van Bommel, Robben, Van Persie e Sneijder, que deu um baile tático em Dunga na segunda etapa, virou o placar adverso e segue na Copa.
O primeiro tempo foi totalmente dominado pelo Brasil. Depois dos cinco minutos iniciais em que os holandeses bateram até na sombra, os brasileiros tocaram a bola e Felipe Melo deu um passe primoroso para Robinho fazer 1 a 0. A Seleção teve oportunidade de fazer mais gols, mas não conseguiu. Pagou um preço caro na etapa final.
Os holandeses voltaram arrumados. Felipe Melo estava visivelmente nervoso – “é um jogador nitroglicerínico”, disse Milton Neves na transmissão da Band. Resultado: deu um pisão em um adversário e foi expulso. Aí a partida pelas quartas de final da Copa estava 1 a 1 (Júlio César levou o gol de empate ao sair mal do gol e bater nas costas de Felipe). O 2 a 1 foi marcado por Sneijder, de cabeça, após um escanteio.
Dunga demorou para mexer e, depois, mexeu mal. Deveria ter mantido Luís Fabiano, mas trocou-o por Nilmar. A Holanda soube administrar o resultado e Brasil não teve forças para reagir. Nas palavras de Dunga, o erro foi não manter a mesma concentração do primeiro tempo. No final, a “laranja mecânica” não foi descascada. Os holandeses acabaram se classificando e, de lambuja, serviram um suco aos brasileiros. Bem indigesto.
Foto: Sneidjer foi o carrasco brasileiro na Copa | Crédito: Caetano Barreira, Fotoarena, Folhapress/O Caxiense
Publicado às 13h57 de 2 de julho de 2010.
















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