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    José Fogaça também promete acabar com o pedágio de Farroupilha

    por Robin Siteneski | 28/08/2010 às 10:21

    A praça de pedágio entre Caxias e Farroupilha tem mais um adversário declarado. O candidato ao Piratini José Fogaça (PMDB), a exemplo do petista Tarso Genro, afirmou que não pretende renovar os contratos com as concessionárias, que vencem em 2013, e quer extinguir a cobrança no trecho da RS-122 que liga as duas cidades.

    A promessa foi feita durante o jantar de lançamento das campanhas peemedebistas de Maria Helena Sartori à Assembleia Legislativa e de Mauro Pereira à Câmara Federal – esta última ainda impugnada pela Justiça Eleitoral, aguardando decisão final do TSE -, que reuniu 1,2 mil pessoas no Salão dos Capuchinhos, em Caxias do Sul, na sexta-feira (27).

    “Ter um pedágio entre duas grandes cidades para cobrir apenas 10 quilômetros não faz sentido. As despesas do trecho deverão ser diluídas entre as outras praças. Iremos mudar totalmente o modelo de pedágios atual. O novo sistema será focado em tarifa baixa e não terá desequilíbrio nos contratos. Como no Chile, o tempo de concessão poderá ser modificado, mas não a tarifa. Se escolhermos o modelo comunitário, será comunitário de verdade, e não estatal, como é hoje”, discursou Fogaça.

    O candidato do PMDB também falou sobre a remuneração dos professores de Estado, referindo-se à medida da governadora Yeda Crusius (PSDB), que entrou com uma ação judicial para não pagar à categoria o piso nacional, sancionado em 2008, de R$ 950 reais para 40 horas semanais – corrigido para R$ 1.024,67 em 2010. Fogaça disse que planeja mudar a relação do Estado com o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cepers).

    “Darei um tratamento democrático e respeitoso ao magistério. Vamos pagar o piso nacional, mas primeiro iremos criar as condições financeiras para implantar isso com o tempo”, disse o candidato.

    O evento contou com lideranças partidárias de 20 cidades da região, entre elas o prefeito José Ivo Sartori (PDMB), o senador Pedro Simon (PMDB), o candidato ao Senado Germano Rigotto (PDMB), o candidato a vice-governador Pompeo de Mattos (PDT) e o presidente do PDT local, Luiz Carlos Muniz.

    Por causa do trânsito da BR-116 na região metropolitana, Fogaça chegou 50 minutos atrasado, depois de seu colega de chapa Pompeo de Mattos. Quando começou a discursar, por volta das 22h, o jantar já estava sendo servido. Simpatizantes usavam no peito adesivos dos candidatos peemedebistas, que receberam, juntamente com bandeiras e folhetos de campanha, na entrada do salão. Nos materiais, eleitores encontravam indicações para votar nas eleições de 3 de outubro com uma lacuna: faltava o (a) candidato (a) à presidência. O PMDB estadual liberou filiados e candidatos a abrir seu voto para o Planalto.

    “Não posso abrir meu voto porque decidi comandar. A nossa grande orientação é trabalhar para a eleição do Rigotto e do Fogaça. Até o dia 2 de outubro, o José Serra virá à região e terá uma recepção calorosa dos prefeitos do MDB”, afirmou o senador Pedro Simon, presidente estadual do PMDB, com sempre referindo-se ao partido sem o P, uma alusão à denominação de origem da sigla.

    A candidata a deputada estadual Maria Helena Sartori confirmou preferência pelo tucano José Serra à presidência.

    “Não vamos usar o nome dele no material de campanha, mas manifestar meu apoio pelo Serra eu posso”, disse Maria Helena, ao contrário de seu marido, o prefeito José Ivo Sartori, que prefere não manifestar seu apoio na eleição nacional:

    “Eu vou seguir a posição inicial do partido e acompanhar o Fogaça (em não revelar o voto). Evidentemente, tenho uma posição firmada, mas prefiro não divulgar.”

    Aproveitando a nova posição do partido, de liberar os candidatos a divulgarem quem apóiam na corrida ao Planalto, o ex-presidente do PMDB caxiense Guerino Pisoni Neto alfinetou:

    “É Serra presidente, ou alguém aqui vai votar no PT?”, provocou durante seu discurso.

    O lançamento das campanhas ocorreu a 37 dias das eleições. Para o vereador Mauro Pereira, no momento certo.

    “Foi na hora exata, porque estamos trabalhando há muitos anos, e quem trabalha não precisa se atropelar”, disse Mauro, que se referiu à impugnação de sua candidatura como algo resolvido durante seu discurso. As lideranças peemedebistas, inclusive Fogaça, manifestaram apoio ao candidato a deputado.

    O ex-governador Germano Rigotto disse que é normal fazer o lançamento das candidaturas a pouco mais de um mês do pleito:

    “Agora é a hora da campanha pegar fogo, porque, a partir do horário político no rádio e na TV, a eleição efetivamente vai para as ruas e as pessoas começam a decidir o voto.”

    O lançamento das candidaturas impressionou pelo porte e pela estrutura. Segundo a presidente do PMDB de Caxias do Sul, Geni Peteffi, o jantar ultrapassou em 150 lugares a capacidade do local. O salão, decorado com banners dos quatro candidatos – Maria Helena, Mauro, Fogaça e Rigotto – e do partido, contou com oito grandes televisores onde eram exibidas imagens do evento, a ‘Estação 15’. Antes do jantar e dos discursos começarem, dois apresentadores ensinavam os jingles das campanhas aos presentes e um repórter entrevistava candidatos e a lideranças partidárias do lado de fora, enquanto esperavam para entrar. Uma vinheta anunciava o quadro “Memória 15”, que falava sobre a trajetória dos candidatos.

    Somente a equipe de TV de Rigotto contou com cerca de 10 pessoas, entre câmeras, produtores, iluminadores e assistentes de áudio. Os discursos e os depoimentos gravados no evento devem aparecer no programa político dele nos próximos dias.

    Foto: Fogaça esteve presente no lançamento das campanhas de Maria Helena Sartori e Mauro Pereira na sexta-feira (27) | Crédito: Antonio Carlos Lorenzett, Divulgação/O Caxiense

    Publicado às 10h21 de 28 de agosto de 2010.

    Categoria: Geral, Política | Tags: caxias do sul,José Fogaça,maria helena sartori,Mauro Pereira,pedro simon,pmdb,Política

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