Estudo da Bacia Taquari-Antas atesta má qualidade das águas caxienses

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mostras do Tega e do rio São Marcos obtiveram notas 3 e 4, as piores da tabela.

A água da Bacia Taquari-Antas na região de Caxias do Sul obteve a pior qualificação na análise do Comitê de Gerenciamento que analisa a hidrografia do conjunto de rios. Os resultados do estudo de caracterização da bacia, que abrange 118 municípios gaúchos, foram divulgados na última sexta-feira (24).

Para fazer o estudo em Caxias do Sul, a empresa contratada pelo comitê coletou água em 4 pontos de monitoramento do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto), sendo 3 no arroio Tega e um no rio São Marcos. As amostras foram comparadas a uma tabela que classifica a qualidade da água de 1 até 4, sendo a primeira própria para o abastecimento doméstico e a última imprópria.

Todos as amostradas coletadas na região de Caxias apresentaram grandes quantidades de fósforo e coliformes fecais no resultado das análises, obtendo os piores resultados na classificação: notas 3 e 4 . As águas retiradas do Tega ganharam duas notas 3 e uma nota 4, e a do São Marcos ficou com 4.

Segundo a secretária executiva do Comitê de Gerenciamento da Bacia, Cíntia Agostini, as causas da poluição são diversas, desde falta de saneamento até falhas no tratamento da água.

“O fósforo está em quase tudo, nos dejetos das empresas ou até no detergente comum, mas os coliformes fecais são problemas do esgotamento doméstico”, explicou a secretária.

No dia 12 de abril, o comitê fará uma audiência pública na UCS para que a comunidade participe nas decisões quanto a possibilidade de uso e de tratamento da água. Cíntia acredita que também dependerá da sociedade a busca de uma solução.

“Baseado no que a comunidade desejar fazer, vamos formular ações para tratar a bacia”, afirma.