Solidariedade reconstrói creche em menos de um mês

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A solidariedade reergueu uma escola infantil destruída pelo temporal de 7 de fevereiro. Mantida pela Associação Criança Feliz, a instituição, no bairro Fátima Baixo, recebeu R$ 42 mil em dinheiro, além da doação de móveis e eletrodomésticos e da dedicação de voluntários. O esforço permitirá que 108 crianças comecem as aulas em 5 de março – antes da tormenta, o retorno estava programado para a segunda semana de fevereiro.

O alagamento do começo do mês transtornou a direção da associação. O temporal derrubou o muro, danificou portas e outras estruturas e estragou equipamentos, num prejuízo de R$ 250 mil. O drama sensibilizou internautas, que iniciaram  uma corrente de solidariedade nas redes sociais para arrecadar donativos e angariar voluntários. Segundo informações do gerente da Associação Criança Feliz, Délcio Antônio Agliardi, de 45 anos, em todos os fins de semana seguintes à enchente novos candidatos compareciam para prestar apoio.

“Estamos muito satisfeitos com o apoio recebido. Empresas da região, sindicatos e voluntários têm trabalhado muito para que a escola volte à ativa o quanto antes”, ressalta Agliardi.

Após a divulgação dos danos à instituição, foram depositados para a reconstrução da escola cerca de R$ 12 mil. O Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplas) e o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), junto a diversas empresas da região, doaram móveis, computadores, eletrodomésticos e televisores. O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica) prometeu destinar mais R$ 30 mil do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (FMDCA), que reúne recursos de impostos, para recuperar a instituição.

Agliardi diz que o prédio já está 90% recuperado. Vidros e janelas danificados já foram substituídos, e ele prevê o término da pintura e a troca das portas danificadas para esta semana.

A única pendência que ficará para depois do início das aulas será o muro externo. Segundo o gerente, a prefeitura se comprometeu a reconstitui-lo, já que ele faz divisória com a Escola Municipal João de Zorzi.